A FUNIBER divulga estudo internacional sobre inteligência artificial para detectar doenças em folhas de tomate

A FUNIBER divulga estudo internacional sobre inteligência artificial para detectar doenças em folhas de tomate

O Dr. Santos Gracia Villar, presidente da Fundação Universitária Iberoamericana (FUNIBER), destaca um estudo científico internacional que analisa o uso da inteligência artificial para detectar doenças em folhas de tomate com alta precisão, um avanço que poderia melhorar significativamente a gestão sanitária das culturas e contribuir para uma agricultura mais eficiente e sustentável. O trabalho, publicado na revista científica Sensors, demonstra como os modelos de aprendizagem profunda podem identificar patologias vegetais de forma precoce através da análise automatizada de imagens.

O tomate é uma das culturas mais importantes a nível mundial, tanto pelo seu valor econômico como pela sua presença na dieta de milhões de pessoas. No entanto, sua produção é frequentemente afetada por inúmeras doenças que danificam as folhas da planta e reduzem tanto a produtividade como a qualidade do fruto. Detectar essas doenças em estágios iniciais é fundamental para evitar perdas econômicas significativas e melhorar a segurança alimentar.

Tradicionalmente, a identificação de doenças em plantas tem sido feita por meio da observação direta de agricultores ou especialistas em fitopatologia. Embora esse método continue sendo amplamente utilizado, ele apresenta limitações significativas. Entre elas, destacam-se a possibilidade de erros humanos, a dificuldade em detectar sintomas em fases iniciais e a falta de acesso a especialistas em muitas regiões agrícolas do mundo.

Diante desse panorama, nos últimos anos, a comunidade científica começou a explorar o potencial das tecnologias digitais para apoiar o diagnóstico agrícola. O desenvolvimento de ferramentas baseadas em aprendizado automático e visão computacional permitiu a criação de sistemas capazes de analisar imagens de culturas e reconhecer padrões associados a doenças vegetais.

Nesse contexto, o estudo propõe um modelo baseado em redes neurais convolucionais (CNN), um tipo de algoritmo de inteligência artificial especialmente projetado para processar imagens. Essas redes são capazes de identificar características visuais complexas, como mudanças de cor, manchas, bordas irregulares ou padrões de textura que geralmente indicam a presença de patógenos nas folhas.

Para desenvolver e avaliar o sistema, os pesquisadores utilizaram um banco de dados composto por aproximadamente 3.000 imagens de folhas de tomate, incluindo tanto folhas saudáveis quanto amostras afetadas por diferentes doenças. Antes de treinar o modelo, as imagens foram submetidas a um processo de pré-processamento que permitiu melhorar sua qualidade e isolar as áreas relevantes das folhas, facilitando assim o aprendizado do algoritmo.

Os resultados obtidos foram especialmente notáveis. O sistema desenvolvido alcançou uma precisão próxima a 98,5% na classificação de doenças, o que demonstra o enorme potencial da inteligência artificial como ferramenta de apoio ao diagnóstico agrícola. Esse nível de precisão indica que os modelos de aprendizado profundo podem se tornar aliados estratégicos para a detecção precoce de patologias que afetam as culturas.

Esse tipo de ferramenta poderia facilitar uma tomada de decisão mais rápida e precisa, permitindo a aplicação de tratamentos adequados em estágios iniciais e reduzindo tanto as perdas de produção quanto o uso excessivo de produtos fitossanitários.

O estudo também se enquadra na tendência crescente da agricultura inteligente, um modelo que integra sensores, inteligência artificial, análise de dados e tecnologias digitais para otimizar a produção agrícola e melhorar a sustentabilidade ambiental.

Os pesquisadores concluem que as redes neurais profundas representam uma ferramenta fundamental para o futuro da agricultura de precisão. Sua capacidade de analisar grandes volumes de dados visuais e detectar padrões complexos abre novas oportunidades para a automação do monitoramento de culturas, a prevenção de doenças e a melhoria da produtividade agrícola.

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Para ler mais pesquisas, consulte o repositório da UNEATLANTICO.