A Fundação Universitária Iberoamericana (FUNIBER), a Universidad Europea del Atlántico (Universidade Europeia do Atlântico, UNEATLANTICO) e a Fundação Cátedra China assinaram o denominado “Acordo de Santander”, um convênio geral de cooperação firmado no âmbito do VIII Fórum Ibero-Americano e da Iberofonia, realizado nos dias 15 e 16 de outubro na sede da UNEATLANTICO, em Santander (Espanha). O acordo representa um passo estratégico para fortalecer as relações institucionais, acadêmicas e culturais entre a China e o espaço multinacional dos países de língua espanhola e portuguesa, conhecido como Espaço Pan-Ibérico ou da Iberofonia.
Em representação das três instituições, participaram o presidente da FUNIBER, Dr. Santos Gracia; o reitor da UNEATLANTICO, Dr. Rubén Calderón Iglesias; e a presidente da Fundação Cátedra China, Sra. Marta Montoro. A assinatura reflete a vontade comum de ampliar os espaços de colaboração entre a China e os países iberofalantes por meio de iniciativas que vinculem o ensino superior, a pesquisa, a cultura e as relações internacionais.
Um marco de cooperação acadêmica e institucional
Entre as principais iniciativas contempladas no acordo figura a criação de uma Seção da Iberofonia no seio da Fundação Cátedra China, que contará com o apoio e o assessoramento da Cátedra FUNIBER de Estudos Ibero-Americanos e da Iberofonia. Esta última constitui um espaço acadêmico interdisciplinar, interuniversitário, intercontinental e bilíngue, formado por seis universidades da Rede Universitária Internacional da FUNIBER, com presença na Europa, na América e na África, entre as quais a UNEATLANTICO.
O convênio contempla, além disso, a realização de programas, atividades e projetos de interesse comum, incluindo congressos e seminários nos âmbitos da educação, do ensino, da pesquisa e da difusão do conhecimento na China e nas nações iberofalantes. Essas iniciativas buscam promover o intercâmbio acadêmico e cultural, bem como estabelecer novas vias de colaboração entre instituições universitárias e outros organismos vinculados a ambas as comunidades.
O convênio inclui, além disso, parte das propostas discutidas durante o VIII Fórum, que reuniu especialistas e representantes institucionais de países da América, da África e da Europa, bem como da China e de outras nações vinculadas ao espaço ibero-americano e iberófono.
As línguas como instrumentos de cooperação internacional
Em um contexto internacional que exige novas vias de diálogo e entendimento, o multilinguismo adquire uma dimensão estratégica para as relações entre a China e o espaço iberófono. Como destaca Marta Montoro, presidente-executiva da Fundação Cátedra China, “o espanhol, o português e o chinês constituem três línguas estratégicas para o futuro das relações internacionais”. Sua projeção conjunta pode promover a cooperação acadêmica, o diálogo intercultural e a construção de relações mais plurais e inclusivas.
Nesse sentido, a Cátedra FUNIBER de Estudos Ibero-Americanos e da Iberofonia propôs, durante o VIII Fórum, a possível adoção do espanhol pelas autoridades chinesas como instrumento estratégico de sua política externa. A iniciativa propõe a importância de diversificar os canais de comunicação internacional e reduzir as dependências comunicativas, materiais e simbólicas associadas ao predomínio do inglês, ampliando as possibilidades de interlocução entre países e culturas.
Nesse sentido, o Acordo de Santander representa uma oportunidade para trasladar essa visão em iniciativas concretas de cooperação, nas quais o intercâmbio acadêmico e a promoção do espanhol, do português e do chinês contribuam para estreitar as relações entre a China e o espaço iberófono.


