FUNIBER destaca o Espaço Pan-Ibérico ou da Iberofonia como um dos principais âmbitos para a cooperação internacional no século 21

FUNIBER destaca o Espaço Pan-Ibérico ou da Iberofonia como um dos principais âmbitos para a cooperação internacional no século 21

A Fundação Universitária Iberoamericana (FUNIBER), por meio de seu diretor de Relações Institucionais e da Cátedra de Estudos Ibero-Americanos e da Iberofonia, Dr. F. Álvaro Durántez, participou recentemente de uma entrevista dedicada à análise da Iberofonia como um espaço integrado por 30 países de língua espanhola e portuguesa, que reúne cerca de 900 milhões de pessoas distribuídas pela América, Europa, África e Ásia. Durante a conversa, foram abordadas as oportunidades acadêmicas, culturais e geopolíticas oferecidas por esse amplo espaço linguístico, bem como seu potencial para fortalecer a cooperação internacional em um contexto global cada vez mais interconectado.

Pode ver a entrevista completa no link seguinte:

A entrevista foi transmitida pelo canal de comunicação Intereconomía e conduzida pelo jornalista especializado em geopolítica Rafael Jiménez. Nela, Dr. Durántez Prados analisou alguns dos principais fundamentos acadêmicos que sustentam esse conceito e sua crescente relevância no cenário internacional.

O Espaço Pan-Ibérico como âmbito de cooperação global

Ao longo do encontro, destacou-se que o Espaço Pan-Ibérico, também conhecido como da Iberofonia, engloba cerca de trinta países de língua espanhola e portuguesa presentes em todos os continentes. Este espaço constitui um dos maiores conjuntos linguísticos e culturais do mundo, sustentado por dois idiomas que compartilham uma sólida base histórica e linguística e que apresentam o maior grau de intercompreensão entre as principais línguas internacionais.

De fato, um dos aspectos mais relevantes abordados durante a entrevista foi precisamente a relação singular existente entre o espanhol e o português, consideradas as únicas grandes línguas internacionais mutuamente compreensíveis em termos gerais. Essa característica facilita a comunicação entre centenas de milhões de pessoas e promove o desenvolvimento de intercâmbios acadêmicos, científicos, culturais e econômicos entre países de diferentes regiões do mundo.

Durante a conversa, também foi explicado que a combinação do espanhol e do português constitui o que diversos estudos consideram o primeiro bloco geolinguístico do mundo. A força deste espaço não reside apenas no número de falantes, mas também na ampla projeção internacional de ambas as línguas, que são oficiais em cerca de trinta países e nos principais organismos multilaterais da comunidade internacional.

Outro dos aspectos analisados foi a dimensão intercontinental da Iberofonia. Além do tradicional marco ibero-americano, esse conceito incorpora os países iberófonos da África e da Ásia, ampliando as possibilidades de cooperação entre regiões que compartilham importantes vínculos históricos, linguísticos e culturais. Nesse sentido, destacou-se o papel estratégico da Ibero-África, composta pelos países africanos de língua oficial portuguesa e espanhola (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé e Príncipe), bem como de Timor-Leste, na Ásia, países cuja crescente interação com a Ibero-América e a Península Ibérica contribui para fortalecer uma comunidade cada vez mais conectada.

O jornalista Rafael Jiménez, apresentador do canal Intereconomía.

A articulação do Espaço Pan-Ibérico, além de favorecer a influência e a visibilidade do conjunto dos países iberófonos e de cada um deles individualmente, de impulsionar a cooperação e a concertação entre eles e de promover uma cooperação multilateral de caráter horizontal e triangular, tem um quarto efeito especialmente relevante. Dr. Durántez referiu-se à função equilibradora e compensatória do mundo hispanofalante e lusófono em um processo de globalização fortemente marcado por padrões anglo-ocidentais e pelo idioma inglês, seu canal privilegiado de comunicação. 

FUNIBER, a primeira plataforma universitária de âmbito pan-ibérico

A reflexão sobre a Iberofonia permitiu destacar a trajetória da FUNIBER como primeira plataforma universitária de âmbito pan-ibérico. Desde a sua criação, em 1997, a Fundação tem promovido a cooperação educacional, científica e cultural entre os países de língua espanhola e portuguesa, consolidando uma presença institucional em mais de 35 países e uma ampla rede acadêmica que conecta a América, a Europa, a África e a Ásia.

Essa vocação pan-ibérica se reflete nas atividades diárias da Fundação, que desenvolve programas de formação, pesquisa e cooperação por meio de uma extensa Rede universitária internacional. Graças a essa estrutura, a FUNIBER facilita o intercâmbio de conhecimento entre estudantes, docentes e pesquisadores(as) de diferentes regiões do espaço iberófono, promovendo um ensino superior com uma perspectiva global e intercultural.

A entrevista também permitiu destacar o papel da Universidade Internacional do Cuanza (UNIC), instituição integrante da Rede universitária da FUNIBER em Angola. Esta universidade constitui um exemplo significativo de integração acadêmica entre o mundo hispanofalante e o lusófono, promovendo a formação de profissionais em um ambiente multicultural e fortalecendo os vínculos entre a África e a Ibero-América.

Da mesma forma, foi destacada a atuação da Cátedra FUNIBER de Estudos Ibero-Americanos e da Iberofonia, um marco acadêmico interuniversitário enquadrado na Rede universitária internacional da Fundação, concebido para promover a pesquisa, a formação e a divulgação em torno das relações históricas, culturais, linguísticas e geopolíticas dos países do Espaço Pan-Ibérico.

Nesse contexto, a FUNIBER continua a reforçar seu compromisso com o estudo e a difusão da Iberofonia por meio do recente lançamento de novos programas acadêmicos especializados, entre os quais o Doutorado em Estudos Ibero-americanos e da Iberofonia, o Mestrado em História, Geopolítica e Globalização da Ibero-América e da Iberofonia e a Especialização em História do Mundo Hispânico e Iberófono. Essas iniciativas buscam oferecer uma formação avançada sobre a realidade histórica e contemporânea do Espaço Pan-Ibérico, contribuindo para a geração de conhecimento e para o fortalecimento dos vínculos acadêmicos entre as sociedades de língua espanhola e portuguesa.

A participação da FUNIBER em espaços de reflexão, como a entrevista aqui apresentada, reafirma seu compromisso com o ensino superior, a cooperação internacional e a construção de pontes entre continentes. Por meio de sua atividade acadêmica e institucional, a Fundação continua impulsionando iniciativas que contribuem para uma maior articulação do espaço iberófono, promovendo o entendimento, a colaboração e o desenvolvimento compartilhado entre os povos unidos por uma herança linguística e cultural comum.

O Dr. F. Álvaro Durántez, diretor de Relações Institucionais e da Cátedra de Estudos Ibero-Americanos e da Iberofonia, analisando e explicando os principais fundamentos acadêmicos que sustentam a Iberofonia no cenário internacional.