A FUNIBER promove a pesquisa sobre compostos naturais com potencial terapêutico contra o Alzheimer

A FUNIBER promove a pesquisa sobre compostos naturais com potencial terapêutico contra o Alzheimer

A pesquisadora Vivian Lipari, vinculada à rede acadêmica da Fundação Universitária Ibero-Americana (FUNIBER), participa de um estudo científico internacional que analisa o papel dos compostos naturais na prevenção e no tratamento da doença de Alzheimer. A pesquisa, publicada na revista International Journal of Molecular Sciences, analisa evidências clínicas e mecanismos moleculares que explicam como determinados produtos bioativos de origem natural poderiam contribuir para o tratamento dessa doença neurodegenerativa.

O estudo, intitulado Natural Products in Alzheimer’s Disease: A Systematic Review of Clinical Trials and Underlying Molecular Mechanisms, reúne uma equipe internacional de pesquisadores, entre os quais também se encontram Maurizio Battino, Francesca Giampieri, José L. Quiles e Tamara Y. Forbes-Hernández. A pesquisa oferece uma revisão sistemática de ensaios clínicos e estudos experimentais que exploram como diferentes compostos naturais podem influenciar os processos biológicos relacionados ao desenvolvimento da doença de Alzheimer.

A doença de Alzheimer constitui atualmente uma das principais causas de demência em nível mundial e representa um dos maiores desafios para os sistemas de saúde devido ao envelhecimento progressivo da população. Essa patologia é caracterizada por uma deterioração gradual das funções cognitivas, especialmente a memória, a linguagem e a capacidade de raciocínio. Embora existam tratamentos farmacológicos que ajudam a aliviar alguns sintomas, ainda não há terapias capazes de interromper ou reverter completamente a progressão da doença.

Nos últimos anos, a comunidade científica tem dado especial atenção ao potencial dos compostos bioativos presentes em alimentos e plantas como aliados na prevenção de doenças neurodegenerativas. Muitas dessas substâncias possuem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que poderiam desempenhar um papel importante na proteção das células nervosas contra danos celulares.

A pesquisa da qual Vivian Lipari participa analisa diferentes produtos naturais e nutracêuticos estudados em ensaios clínicos, incluindo compostos presentes em alimentos vegetais, extratos botânicos e moléculas bioativas com possível efeito neuroprotetor. Os pesquisadores revisaram a literatura científica para identificar quais compostos apresentaram resultados promissores e quais são os mecanismos moleculares envolvidos em seus efeitos.

Os resultados compilados na revisão mostram múltiplos mecanismos de ação potenciais. Diversos compostos naturais analisados nos estudos clínicos apresentam capacidade de reduzir o estresse oxidativo, um dos processos celulares associados ao envelhecimento cerebral e ao desenvolvimento da doença de Alzheimer. Esse efeito antioxidante contribui para proteger os neurônios contra os danos causados por radicais livres e outros agentes oxidantes.

Da mesma forma, vários dos compostos estudados demonstraram propriedades anti-inflamatórias, capazes de modular a resposta inflamatória no sistema nervoso. A inflamação crônica do tecido cerebral é considerada um dos fatores-chave na progressão de doenças neurodegenerativas; portanto, seu controle poderia ter um impacto significativo na evolução da patologia.

Outro aspecto relevante identificado na análise é a possível influência de alguns compostos naturais sobre o acúmulo de proteínas beta-amilóides, uma das características patológicas mais conhecidas da doença de Alzheimer. Alguns estudos sugerem que determinadas moléculas bioativas poderiam contribuir para reduzir a formação ou o acúmulo dessas proteínas no cérebro.

Os pesquisadores destacam que certos compostos naturais poderiam favorecer a comunicação entre neurônios e a proteção das células nervosas, contribuindo potencialmente para manter as funções cognitivas por mais tempo. Embora os resultados sejam promissores, o estudo ressalta que ainda são necessárias mais pesquisas clínicas em grande escala para confirmar plenamente esses efeitos e estabelecer recomendações terapêuticas concretas.

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Para ler mais pesquisas, consulte o repositório da UNEATLANTICO.